No primeiro semestre de 2026, a arrecadação do Imposto de Renda de pessoas físicas na China registrou um crescimento impressionante de 13%, alcançando a marca de 900 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 133 bilhões). Este aumento notável posicionou o Imposto de Renda como a terceira maior fonte de receita tributária do país, ultrapassando o imposto sobre o consumo.
Principais Impulsionadores do Crescimento
O avanço na arrecadação foi principalmente impulsionado pelo desempenho robusto do mercado de capitais e o crescimento contínuo nos setores de tecnologia e metais não ferrosos. Wang Shiyu, auditor-chefe da Administração Estatal de Tributação, destacou esses fatores durante uma coletiva de imprensa. A receita oriunda do mercado de capitais representou quase metade desse aumento, com destaque para o salto de 97,6% na arrecadação sobre a transferência de ações com restrições de negociação e um crescimento de 15,2% na arrecadação sobre juros, dividendos e bônus.
Impacto na Distribuição de Renda
A reestruturação na arrecadação fiscal sublinha as mudanças no sistema tributário chinês e sua função redistributiva. Atualmente, os 10% mais ricos contribuem com aproximadamente 90% do total arrecadado pelo Imposto de Renda de pessoas físicas. Além disso, o 1% mais rico é responsável por mais da metade dessa arrecadação. Essa concentração de contribuição fiscal ocorre em um contexto onde o sistema progressivo de imposto, combinado a diversas deduções, alivia significativamente a carga sobre os contribuintes de menor renda.
Desenvolvimento da Base de Contribuintes
A base de contribuintes na China também viu um aumento. O número de pessoas que declararam renda de salários cresceu 3,5%, enquanto o número de empresários do setor privado aumentou 4,5% em relação ao ano anterior. Esse aumento é complementado por uma elevada taxa de conformidade de declarações, que alcançou 99,96%, segundo dados fornecidos pela Administração Estatal de Tributação.
Em resumo, o crescimento no Imposto de Renda de pessoas físicas na China não apenas reflete a expansão econômica em setores-chave, mas também indica uma evolução significativa na equidade do sistema tributário do país, ajustando-se às necessidades econômicas e sociais da população.
