
Um crime bárbaro chocou os moradores do bairro Batistini na manhã do último sábado (30/05). Y. K. S. V., de 22 anos, foi preso em flagrante dentro de casa após agredir violentamente a própria mãe, A. P. S., de 50 anos. A vítima foi socorrida em estado crítico, sofreu uma parada cardiorrespiratória e encontra-se em coma induzido.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado no 03º Distrito Policial da cidade, a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender a um chamado de violência doméstica. Ao chegarem à residência, na Rua Águas de Santa Bárbara, os policiais foram recebidos por K., irmão do agressor, que relatou o horror vivido na casa.
O Ataque
K. relatou à polícia que acordou nas primeiras horas da manhã com o irmão Y. chutando o portão da residência e gritando insultos. A mãe abriu o portão para o filho, que aparentava estar sob o efeito de drogas e álcool. Pouco tempo depois, K. ouviu barulhos de objetos quebrando seguidos por gritos de socorro da mãe.
Ao descer para a cozinha, a testemunha encontrou a mãe caída no chão, gravemente ferida e ensanguentada. Enquanto a vítima agonizava, Y. continuava a xingá-la e mandava que ela “calasse a boca”. Na sequência, o próprio agressor chamou pelo irmão dizendo que a mãe não estava respirando.
A vítima foi socorrida às pressas por outro filho, E., que mora ao lado e a levou para a UPA Demarchi. Devido à gravidade das lesões contusas encontradas no rosto e na região abdominal, A. entrou em parada cardíaca na unidade de saúde, precisou ser reanimada e foi transferida para tratamento intensivo sob coma induzido. Uma faca com cabo branco foi apreendida no local pelos policiais.
Histórico de Violência e Prisão Preventiva
Quando os policiais militares entraram no quarto da residência, encontraram Y. ainda sob efeito de entorpecentes. Ele não respondeu às perguntas dos agentes e foi conduzido à delegacia.
Na delegacia, a delegada de plantão decretou a prisão em flagrante por tentativa de feminicídio, ameaça e violência doméstica. Durante o levantamento de dados, os sistemas policiais revelaram que Y. já havia sido preso em flagrante em junho de 2025 por agredir a ex-companheira e descumpria medidas cautelares impostas pela Justiça. Familiares também relataram que o jovem ofendia a genitora constantemente e já havia agredido fisicamente a irmã caçula em outra ocasião.
Diante do altíssimo risco de reiteração delitiva e da brutalidade do caso, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, garantindo que o agressor permaneça atrás das grades para a ordem pública. Também foram solicitadas medidas protetivas de urgência em caráter excepcional para a mãe, uma vez que ela se encontra totalmente impossibilitada de pedir proteção por estar inconsciente no hospital.
