
Depois de anos de tratativas e desconfianças, a FIFA e a UEFA finalmente chegaram a um denominador comum sobre o futuro do Super Mundial de Clubes. Nos últimos dias, a entidade máxima do futebol intensificou as conversas com a confederação europeia, historicamente resistente à expansão do torneio, e pavimentou o caminho para que a edição de 2029 conte com 48 participantes.
A ampliação representa um acréscimo significativo em relação ao formato atual, que em 2025 será disputado por 32 equipes nos Estados Unidos. Com mais vagas em jogo, todas as confederações devem ser beneficiadas, mas a UEFA é quem mais ganha espaço: a expectativa é de que os europeus tenham direito a mais quatro vagas além das atuais.
A resistência inicial da entidade europeia tinha como pano de fundo o receio de que o Mundial pudesse rivalizar com a Liga dos Campeões em importância e receita. O Real Madrid, inclusive, chegou a sugerir uma edição bienal do torneio, proposta que foi rechaçada pelos próprios clubes do continente.
Brasil na disputa para sediar torneio da FIFA
Paralelamente às definições sobre o formato, a FIFA já avalia possíveis sedes para 2029. O Brasil está entre os candidatos, ao lado de Estados Unidos, Catar, Alemanha e Marrocos. Este último aposta na mesma estratégia utilizada pelos norte-americanos para garantir a edição inaugural: ser país-sede da Copa do Mundo de 2030 — da qual Marrocos fará parte — e usar o Mundial de Clubes como evento-teste.
A edição de 2025, vencida pelo Chelsea, contou com quatro representantes brasileiros: Palmeiras, Fluminense, Botafogo e Flamengo. Para 2029, o Flamengo já tem vaga garantida por ter conquistado a Libertadores de 2025, primeira do novo ciclo classificatório.
