
A classificação do Corinthians sobre o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, colocou o Timão nas quartas de final do Paulistão, onde terá pela frente a Portuguesa. Apesar do sucesso dentro de campo, o clube alvinegro agora enfrenta um desafio extracampo: voltar a jogar no Canindé depois de mais de uma década — algo que não acontece desde 2014.
A partida única, que vale vaga na semifinal, será realizada no estádio da Lusa, já que a equipe rubro-verde tem campanha superior na primeira fase do campeonato. A Federação Paulista de Futebol (FPF) ainda definirá data e horário do confronto, previsto para o fim de semana dos dias 21 e 22.
Apesar de atuar como visitante, o Corinthians carrega um retrospecto animador: não sabe o que é perder no Canindé neste século. Desde 2002, foram 11 partidas no local, com oito vitórias e três empates. O aproveitamento corintiano chega a expressivos 81,8%, com 22 gols marcados e apenas sete sofridos.
A última vez que o time jogou ali foi justamente em 2014, quando venceu o Cruzeiro por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. Além desse confronto, outros duelos marcantes ocorreram no estádio, como as vitórias sobre a própria Portuguesa no Paulistão daquele mesmo ano e os triunfos no Torneio Rio-São Paulo de 2002.
Últimos jogos do Corinthians no Canindé
- SCCP 1 x 0 Cruzeiro – Brasileirão 2014
- SCCP 1 x 1 Athletico – Brasileirão 2014
- Portuguesa 1 x 2 SCCP – Paulistão 2014
- Portuguesa 1 x 1 SCCP – Brasileirão 2010
- Portuguesa 1 x 1 SCCP – Paulistão 2010
- SCCP 3 x 1 Vasco da Gama – Sul-Americana 2005
- SCCP 2 x 2 Figueirense – Brasileirão 2002
- SCCP 1 x 0 Vasco da Gama – Torneio Rio-São Paulo 2002
- SCCP 3 x 1 Bangu – Torneio Rio-São Paulo 2002
- Portuguesa 1 x 4 SCCP – Torneio Rio-São Paulo 2002
- SCCP 3 x 0 Americano – Torneio Rio-São Paulo 2002
Possível mudança de mando?
A possibilidade de o Corinthians tentar levar o jogo para outro estádio, visando vantagem esportiva e maior arrecadação, chegou a ser levantada nos bastidores. A ideia seria beneficiar a Portuguesa com uma renda maior, em troca da alteração do local da partida. No entanto, a troca de mando é improvável: o regulamento do Paulistão só permite mudanças com até dez dias de antecedência, o que tornaria a operação logisticamente complicada e politicamente sensível.