
O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, teve o sigilo bancário e fiscal quebrado por determinação da Justiça. Outros quatro investigados também tiveram os dados revelados. Eles são alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Civil por um suposto esquema de exploração clandestina de um camarote do Morumbi em dias de shows. A informação foi divulgada inicialmente pelo GE.
Investigados têm dados revelados
Além de Casares, tiveram os sigilos quebrados: Mara Casares, Doughlas Swartmann, Marcio Carlomagno e Rita de Cássia Adriana Prado. A medida representa um avanço nas investigações, que começaram no ano passado.
Entenda o caso que derrubou Casares do São Paulo
O escândalo veio à tona após uma reportagem do GE revelar áudios sobre a exploração irregular de um camarote no MorumBIS durante shows. A partir daí, Polícia Civil e Ministério Público passaram a investigar em força-tarefa. As apurações encontraram indícios de que a prática ilegal ocorria desde 2023.
Segundo os áudios, os dirigentes teriam repassado os direitos de exploração do espaço a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária. Ela seria a responsável pela administração do camarote, cujos ingressos chegaram a custar R$ 2,1 mil no show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. Somente com o camarote 3A, o faturamento estimado foi de R$ 132 mil.
Casares renunciou antes de assembleia
Após o escândalo vir à tona e a investigação começar, Julio Casares sofreu impeachment no clube e foi afastado preventivamente. Ele não quis passar pela segunda etapa do rito, que seria uma assembleia com todos os sócios, e renunciou ao cargo.
