
O Palmeiras divulgou seu balancete financeiro referente ao mês de abril de 2026, com valores não auditados. No acumulado do ano até abril, o clube registrou um déficit de R$ 35,9 milhões – resultado bem abaixo do orçado, que previa um superávit de R$ 59,3 milhões. A diferença entre o realizado e o orçado é de R$ 95,2 milhões negativos.
Futebol profissional puxa resultado negativo
O setor de Futebol Profissional foi o principal responsável pelo déficit. A receita líquida da área ficou em R$ 265,5 milhões, enquanto as despesas operacionais somaram R$ 379,9 milhões, gerando um déficit operacional de R$ 114,5 milhões.
As principais despesas do futebol foram:
- Pessoal e encargos sociais: R$ 123,6 milhões
- Amortização de direitos de jogadores: R$ 101,1 milhões
- Direito de imagem: R$ 45,9 milhões
- Baixa e gastos com vendas de atletas: R$ 38,4 milhões
Receitas do futebol ficaram abaixo do esperado
As receitas do futebol profissional também não atingiram a projeção orçada. Os principais itens foram:
- Publicidade e patrocínio: R$ 79,9 milhões (orçado: R$ 96,9 milhões)
-
Direitos de transmissão: R$ 78 milhões (orçado: R$ 76 milhões)
- Sócio torcedor Avanti: R$ 23,7 milhões (previsto: R$ 27,7 milhões)
- Arrecadação de jogos: R$ 14,6 milhões (orçado: R$ 19,9 milhões)
Arena teve superávit
A Arena do Palmeiras foi o único setor com resultado positivo no acumulado. A receita líquida chegou a R$ 23 mil, com despesas de R$ 3,3 milhões, gerando um superávit de R$ 19,6 milhões.
Resultado financeiro
O clube ainda registrou um resultado financeiro positivo de R$ 62,3 milhões, puxado por receitas financeiras de R$ 102,4 milhões, que amenizaram o déficit operacional.
Patrimônio líquido
O patrimônio líquido do Palmeiras ficou negativo em R$ 82,7 milhões, considerando os déficits acumulados de exercícios anteriores.
O que aconteceu?
A diretoria alviverde previa arrecadar mais de R$ 229 milhões em “Rendas Diversas”, categoria de receita que as vendas de jogadores se enquadram, além de outros fatores. Todavia, o realizado foi de apenas R$ 67 milhões para o período. O clube argumenta que isso se deu pela estratégia em não realizar vendas por ora priorizando o início das competições, todavia, na janela do meio do ano estão previstas saídas.