
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (29), na Granja Comary, o atacante Matheus Cunha tratou de dois temas que rondam o ambiente da Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo. Convocado por Carlo Ancelotti, o jogador do Wolverhampton falou sobre a polêmica do número da camisa e explicou como seu papel dentro de campo mudou em relação ao ciclo anterior.
Número é detalhe, diz Matheus Cunha
Questionado sobre possíveis disputas por numeração – especialmente com o retorno do principal craque do time –, Matheus foi direto: o número que cada um veste não tem qualquer relevância diante do que representa defender o Brasil.
“Assunto de número é muito irrelevante no ponto em que chegamos. É muito gratificante vestir essa camisa e realizar nossos sonhos. Eu fico batendo nessa tecla, mas é muito verdade. Pouco importa o número que você está usando. A gente viu a reação dele por voltar, alguém tão grande e demonstrar todo esse orgulho de estar de volta. A questão de números fica totalmente fora do nosso alcance.”
O atacante ainda negou ter feito qualquer pedido formal ou informal sobre a camisa que gostaria de usar.
Atuação mais solta e parecida com a do clube
Matheus também analisou sua evolução tática. Segundo ele, o segundo ciclo dele na Seleção tem sido muito mais produtivo porque passou a atuar de forma semelhante ao que faz no Wolverhampton: flutuando nas entrelinhas e aparecendo como um meia, e não mais como centroavante fixo.
“Nesse meu segundo ciclo de Seleção está muito mais parecido do que eu jogo no clube. Com muito mais flutuações, entrelinhas, em muitos momentos jogando propriamente como um meia. Muito feliz com tudo o que vem acontecendo comigo, em um clube que sempre quis jogar. Meu primeiro ano, de volta à Champions, às competições que o clube tem que estar todo ano, e agora chegando à Seleção Brasileira. Espero que seja tudo bem-sucedido como foi lá e que eu possa dar meu melhor dentro dessas funções que estou mais habituado a fazer.”
Teste antes da estreia
Matheus Cunha e o restante do grupo seguem em preparação no Rio de Janeiro. O primeiro amistoso antes da Copa será contra o Panamá, no próximo domingo (31), no Maracanã. O duelo servirá como laboratório para Ancelotti testar peças e ajustar o time para a estreia no Mundial.
