
Dorival Júnior fez uma análise detalhada do empate por 1 a 1 com o Botafogo, neste sábado (23), no MorumBIS. Em entrevista coletiva, o técnico do São Paulo viu dois tempos distintos, admitiu que o time sente o peso do momento e cobrou reforços na janela de julho — sem deixar de reconhecer o trabalho de Crespo e Roger Machado.
“Tivemos um primeiro tempo com quase 70% de posse, criando oportunidades. Fizemos o primeiro gol, como no jogo anterior, mas não conseguimos ampliar. Acredito que o Botafogo não tenha tido um chute no nosso gol no primeiro tempo. Na segunda etapa, foi outra história. Talvez o momento faça a equipe querer se proteger e se resguardar de todas as maneiras. Essa é a impressão que passa para nós. Porque o jogo não mudou, as características foram as mesmas.”
Confiança e herança dos antecessores
O treinador destacou que o primeiro tempo teve traços de seus antecessores. “Tudo o que vimos no primeiro tempo tem muito do trabalho do Roger. Tem dele, tem do Crespo. Estou procurando dar sequência, corrigindo uma ou outra coisa que perceba, ou que sinta faltar um pouco mais de confiança. Precisamos acreditar mais que podemos construir e sustentar um resultado, não apenas conquistá-lo inicialmente.”
Pedido de reforços de Dorival
Dorival confirmou que já conversa com a diretoria sobre a janela. “Já era uma iniciativa da diretoria. Estou conversando diariamente com eles. Já pontuei algumas situações. Evito às vezes falar de posições, de nomes, porque tem que ter liberdade para trabalhar. Mas precisamos preencher algumas funções com atletas que venham a ser importantes e que coloquem uma disputa um pouco maior nesse contexto.”
Sobre as lesões, o técnico ponderou: “O nível de lesões é muito alto em todas as equipes. Hoje o Botafogo teve vários fora, como nós tivemos. É uma situação que já sabíamos que viria, pelo pouco tempo de preparação no início do ano.”
