
Corinthians e Palmeiras selaram as bases de um acordo que pode encerrar um dos capítulos mais desgastantes da rivalidade nos últimos anos. Após 16 meses de exclusão, o Timão está próximo de retornar ao Movimento de Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (MCF). O entendimento foi costurado em reunião entre Marcelo Paz, executivo de futebol corintiano, e João Paulo Sampaio, coordenador da base alviverde, mas ainda depende de uma peça-chave: o aval da família do atacante Pedro Morelli, estopim de toda a crise.
Pelo acordo, o Corinthians pagará R$ 1 milhão ao Palmeiras e passará a dividir igualitariamente os direitos econômicos de Morelli, que hoje pertencem 50% ao Timão. O entrave está na outra metade, que é da família do jogador. Sem que os parentes abram mão do percentual, a divisão não se concretiza e o retorno ao MCF fica travado.
Entenda o imbróglio do Corinthians e Palmeiras
O Timão foi expulso do movimento em janeiro de 2025, acusado de “roubar” Morelli, então com 14 anos, das categorias de base do Palmeiras — o que viola o regimento interno do MCF. Corinthians e o agente do atleta sempre argumentaram que o Palmeiras ignorou os contatos para formalizar o contrato de formação, forçando o garoto a buscar outro clube.
A expulsão trouxe prejuízos concretos ao Corinthians. O clube ficou proibido de disputar os principais torneios de base e sofreu um “boicote” dos demais integrantes do movimento, que podem contratar livremente seus atletas da faixa Sub-10 a Sub-14. Com o retorno ao MCF, o Timão volta a jogar competições como a Copa Votorantim e retoma poder de captação.
