
O executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa, detalhou os motivos que levaram à demissão de Hernán Crespo, em entrevista ao UOL publicada neste sábado (25). Segundo o dirigente, a decisão foi técnica e baseada no dia a dia do CT — e não nos resultados imediatos do time.
“Quando tomamos a difícil decisão de encerrar o ciclo do Crespo, sabíamos que haveria reação, porque ele tinha afinidade com a torcida e os resultados das primeiras rodadas eram positivos. Mas foi uma escolha técnica, baseada no que víamos no dia a dia, ao qual o torcedor não tem acesso, e também a uma divergência insuperável de conceitos e propósitos”, explicou.
Respeito a Crespo, mas convicção na mudança
Rui Costa fez questão de ressaltar que mantém respeito pelo argentino, com quem trabalhou em dois momentos e conquistou o Paulistão de 2021. Ainda assim, defendeu que a troca era inevitável. “Entendemos que era o momento de mudar. Acreditávamos e continuamos acreditando que o São Paulo pode almejar coisas grandes, por maiores que sejam as dificuldades.”
Pressão e voto de confiança em Roger
Em seu último ano de contrato, o executivo admitiu que as críticas são parte do cargo, mas reafirmou a aposta em Roger Machado. “Ninguém fica feliz em demitir treinador, e comigo não é diferente. Respeito as críticas, sei que serei cobrado se não der certo. A troca foi por convicção, pensando no São Paulo. Nosso objetivo é evoluir e trabalhamos arduamente para isso todos os dias.”
