
Enquanto 2025 foi um ano para esquecer, 2026 tem sido de reconstrução para Jonathan Calleri. O gol marcado no empate por 1 a 1 com o Internacional, na última rodada, foi o décimo do atacante argentino na temporada — número que contrasta com o desempenho pífio do ano anterior, quando ele somou apenas três gols.
A virada de chave fica ainda mais evidente quando se compara o volume de jogos. Calleri já igualou em 2026 o número de partidas que disputou em todo o ano passado: 18. A diferença está na eficiência. Enquanto em 2025 ele balançou as redes apenas três vezes no mesmo período, agora já soma dez tentos — mais que o triplo.
A grave lesão sofrida em 2025, que o afastou dos gramados por boa parte da temporada, ficou para trás. O argentino recuperou espaço, confiança e, acima de tudo, faro de gol.
Calleri mira temporada de 2022 como meta
O melhor ano de Calleri com a camisa tricolor ainda é 2022. Naquela temporada, ele disputou 67 partidas, marcou 27 gols e deu seis assistências, totalizando 33 participações diretas em gols. Apesar do desempenho individual consistente, o ano foi melancólico para o São Paulo: vice-campeão paulista para o Palmeiras e vice da Sul-Americana para o Independiente del Valle.
Agora, o argentino tem um calendário extenso pela frente para tentar se aproximar — e quem sabe superar — aqueles números. Ainda restam:
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29 jogos do Brasileirão
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6 da Sul-Americana (fase de grupos)
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2 da Copa do Brasil (no mínimo)
Com possíveis avanços nas competições, a projeção de partidas pode crescer ainda mais, assim como as oportunidades de gol.
“Os atacantes precisam fazer mais gols”, cobra Calleri
Apesar do início promissor, Calleri não se mostra satisfeito. Em entrevista após o empate com o Internacional, o argentino elogiou o técnico Roger Machado, mas fez questão de cobrar o setor ofensivo:
“Ele é um grande treinador de futebol, tem deixado sua marca, assim como o trabalho anterior também estava sendo bem feito. Trabalhamos muito, fisicamente e taticamente, e acho que está faltando mais da nossa parte. Os atacantes precisam se cobrar mais e fazer mais gols. Hoje, o empate, como foi o jogo, não foi ruim para nós; um ponto é melhor que zero, mas, pela segunda etapa, deveríamos ter ganho.”
