
A noite desta quinta-feira foi mais um capítulo de um incômodo roteiro para o Corinthians. Na derrota por 2 a 0 para o Coritiba, Memphis Depay voltou a passar em branco e manteve uma escrita que já dura dez jogos na temporada: nada de gols. No período, o camisa 10 contribuiu com apenas uma assistência.
O desempenho acendeu alertas no clube e na torcida, que depositaram no holandês a expectativa de protagonismo — não só pelo currículo, mas pelo investimento pesado. Quando chegou ao Corinthians em 2024, Memphis teve impacto imediato na reta final do Campeonato Brasileiro e ajudou a evitar o rebaixamento. Em 2025, foi peça importante nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil.
O momento atual, no entanto, contrasta com o passado recente e escancara um problema que vai além das quatro linhas.
Futuro indefinido e dívida milionária
Com contrato até meados do ano, quando o futebol brasileiro para para a Copa do Mundo, o futuro de Memphis no Parque São Jorge é uma incógnita. Até agora, o jogador não abriu negociações com outros clubes e mantém o foco no Corinthians e na seleção holandesa, com quem espera disputar o Mundial.
A diretoria alvinegra, porém, vê obstáculos quase intransponíveis para uma renovação. Os valores envolvidos na manutenção do atleta são considerados impraticáveis neste momento. O clube já acumula uma dívida superior a R$ 40 milhões com o jogador, referente a premiações e luvas não pagas.
A saída, segundo apurou a reportagem, depende de um modelo alternativo: a entrada de investidores para custear parte do salário ou a transformação da dívida em contratos de imagem e parcerias comerciais. Memphis não se opõe, em tese, a receber por meio de acordos de marketing.
Números da passagem Memphis no Corinthians
Apesar do jejum recente, os números gerais de Memphis pelo Corinthians ainda são positivos: em 75 partidas, soma 19 gols e 14 assistências, além dos títulos da Copa do Brasil, Paulistão e Supercopa Rei. O desafio agora é recuperar o futebol que o transformou em ídolo — e, com ele, viabilizar uma permanência que hoje parece distante.