
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou, nesta terça-feira (12), sua nova gestão com a posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente e do ministro André Mendonça como vice-presidente. A composição é inédita, pois marca a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumem a cúpula da Justiça Eleitoral. Ambos estarão à frente do tribunal durante o pleito de 2026.
A solenidade contou com uma mesa de honra composta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo presidente do STF, Edson Fachin, e pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. Nunes Marques foi empossado pela ministra Cármen Lúcia, que deixou o cargo após um ciclo de quase dois anos. Entre os convidados também estavam Michelle Bolsonaro, além de vários deputados e senadores.
Foco na Soberania e Defesa das Urnas
Em seu pronunciamento, o novo presidente Nunes Marques buscou transmitir uma mensagem de estabilidade institucional. Ele reafirmou o compromisso com a normalidade democrática e fez uma defesa direta da eficiência tecnológica do sistema de votação.
“O destino da democracia brasileira continuará a ser escrito pela vontade livre e soberana do povo brasileiro”, afirmou o ministro, destacando que a segurança das urnas eletrônicas é fundamental para garantir que cada voto seja computado como expressão da vontade popular.
O papel da nova cúpula
Nunes Marques e André Mendonça terão responsabilidades decisivas até 2027:
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Condução do Processo Eleitoral: Gestão completa do registro de candidatos e logística das urnas eletrônicas para 2026.
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Regulação de Tecnologias: Aplicação das resoluções — das quais Nunes Marques foi relator — que tratam do uso de Inteligência Artificial em campanhas.
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Enfrentamento de Fake News: Coordenação de ações nacionais para o combate à desinformação sobre o sistema eleitoral.
Contexto Político
A nova liderança assume em um momento em que a Corte já definiu diretrizes rígidas para o próximo pleito. Embora a mudança no comando gere expectativas no cenário político, a postura técnica do tribunal em relação à elegibilidade de candidatos deve ser mantida. A gestão de Nunes Marques na presidência se estenderá até maio de 2027, cobrindo todo o período crítico de preparação e execução das eleições gerais.
