
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, esteve reunido nesta terça-feira, 10, com representantes da Caixa Econômica Federal para mais uma rodada de negociações sobre o financiamento da Neo Química Arena. O encontro teve como pauta central a possibilidade de um acordo que envolva a cessão dos naming rights do estádio como forma de abater ou até mesmo encerrar a dívida do clube com o banco estatal.
Durante a reunião, a diretoria corintiana apresentou a proposta, mas a Caixa pediu um prazo para analisar a viabilidade do modelo e os valores envolvidos. O banco deve responder ao Corinthians nos próximos dias após estudos internos sobre o impacto da operação.
Dívida do Corinthians ultrapassa R$ 650 milhões
Atualmente, o Corinthians deve cerca de R$ 650 milhões à Caixa referentes ao financiamento da construção da Arena. O valor tem sido um dos principais entraves financeiros do clube, que enfrenta dificuldades para investir no futebol justamente por conta dos altos juros incidentes sobre o contrato.
A taxa atualmente está atrelada à Selic, o que torna a dívida extremamente sensível às variações da política monetária. O clube já havia tentado anteriormente renegociar os juros, propondo a troca do indexador para um modelo vinculado à inflação, que tem apresentado índices mais controlados. A nova investida agora envolve diretamente os naming rights.
Rescisão com atual patrocinadora não é obstáculo
Atualmente, os naming rights da Neo Química Arena pertencem à Hypera Pharma, em contrato vigente. Caso a negociação com a Caixa avance, o Corinthians não vê problemas em rescindir o vínculo com a atual detentora dos direitos. A multa rescisória está estimada em cerca de R$ 50 milhões — valor considerado viável pela diretoria diante da economia que seria gerada com a renegociação dos juros da dívida.
O clube entende que, mesmo com o custo da rescisão, o alívio financeiro proporcionado por um novo acordo com a Caixa compensaria o investimento. A expectativa é que, com a dívida equacionada, o Corinthians possa voltar a respirar financeiramente e direcionar mais recursos para o futebol.
Ainda não há definição sobre o interesse da Caixa em firmar um contrato de naming rights, mas a proposta está oficialmente na mesa. O banco deve se manifestar após concluir as análises internas.
